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segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Dia dos Pais EXTRA

Por Blog Estágio Boa Chance

No último domingo (8/8), quando se comemorou o Dia dos Pais, o EXTRA fez uma singela homenagem para os homens que já saboreiam a delícia da paternidade.

Logo abaixo do nome de cada repórter que assinava as matérias, aparecia o nome de seu respectivo pai com a frase "Filho de" (veja na imagem ao lado).

A iniciativa - que é simples e, talvez por isso, sofisticada - também foi usada no Dia das Mães.

Muito legal, não é mesmo?!

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Focas na área

Por Lis Miller

O jovem de hoje é o jornalista de amanhã. É isso que o jornal EXTRA pretende mostrar com o projeto Repórter de Amanhã com estudantes da rede pública de escolas do Rio. A meta é aproximar os alunos do trabalho dos profissionais que fazem o jornal estar nas bancas todas as manhãs e ainda mantém o site atualizado e multimídia: os repórteres 3G.

Nesta segunda edição do projeto, participaram 30 estudantes entre 12 e 16 anos. Eles aprendem como produzir informação de qualidade com recursos multimídia, mas que não necessitem de grandes gastos , o que ajuda os alunos a produzirem suas próprias mídias na localidade onde vivem.

Gostou da iniciativa? A dica é dar uma olhada na matéria da Intranet!

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Já Voto!

por Thamyres Dias

Os estagiários das redações da INFOGLOBO estão participando de um novo projeto: o Já Voto!, um olhar jovem sobre as Eleições 2010. Tanto no blog e no Twitter - lançados ontem - quanto no jornal O GLOBO, a partir do próximo sábado (10/7), os 14 futuros jornalistas, infografistas, diagramadores e webdesigners mostram como a juventude está inserida no processo eleitoral, as discussões políticas nas redes sociais, os jovens candidatos e parlamentares, entre muitos outros assuntos.



O Já Voto! é o projeto final do Programa de Treinamento da INFOGLOBO, e pela primeira vez não acontece em dezembro. Sua participação também é muito bem-vinda! Você pode enviar sugestões e críticas para o e-mail javoto@oglobo.com.br ou entrar no debate, comentando em nossos posts.

sexta-feira, 25 de junho de 2010

O GLOBO na Copa e no iPad

Por Blog Estágio Boa Chance

Em clima da Copa do Mundo, O GLOBO lançou um aplicativo de futebol para quem tem iPad. Quem baixa o programa, que é gratuito, pode conferir e compartilhar as principais notícias do Mundial, ler os blogs dos nossos analistas, conhecer as sedes da competição, as seleções e seus craques.
Também é possível participar do Bolão da Copa e ganhar muitos prêmios, além de poder ler e armazenar, direto do aplicativo, a edição digital do caderno impresso com a cobertura do campeonato.
Do aparelho, o usuário pode consultar as tabelas dos jogos, acompanhar os jogos lance a lance, em tempo real e, ainda, conferir fotos históricas da memória do Brasil na Copa do arquivo da Agência O GLOBO.
Para baixar o aplicativo e ficar por dentro, a qualquer hora, em qualquer lugar, de tudo o que rola nos gramados na Copa 2010, acesse a App Store direto do iPad. O aplicativo Esportes O Globo - Copa está disponível na categoria Esportes.

quarta-feira, 23 de junho de 2010

Show de blog

Lis Miller

O projeto Criança Esperança, da Rede Globo de Televisão, realizou na última terça-feira (22/6) o workshop "Blogs Espaços Criança Esperança 2010" (saiba mais). O objetivo era incentivar adolescentes que participam do projeto a aproveitar melhor o poder das mídias digitais. E para falar do efeito das novas ferramentas, não podia faltar o conselho da INFOGLOBO.

Como representantes da empresa, Aloy Jupiara, editor-executivo do EXTRA Online, Fernando Torres, repórter 3G e Fábio Gusmão, editor da Geral/Cidade do EXTRA, que apresentaram como o jornal utiliza as ferramentas digitais de forma simples e eficiênte.

Erika Pereira, de 18 anos, e Fabiana Simão, de 20, são estagiárias normalistas da Biblioteca do Espaço Criança Esperança do Cantagalo. Elas assistiram a palestra e conversaram um pouco com a gente sobre as perspectivas do jornalismo da era digital. Veja:








Cada jornalista falou de um ponto de vista diferente das mídias digitais. Fabio Gusmão explicou como funciona a parte de apuração do repórter 3G no jornal:








Aloy Jupiara explicou a importancia dos blogs não só para divulção de notícias, mas como parte da expressão dos fatos da vida de uma pessoa:








Para fechar, Fernando Torres deu o depoimento de como trabalha o Repórter 3G:






quinta-feira, 17 de junho de 2010

A Copa e suas curiosidades

Por Átila dos Santos

A Copa do Mundo está aí com muita tecnologia, emoção e notícias. Apesar dos ganhos, deixamos de lado a informalidade do maior evento esportivo do planeta. Antigamente, havia menos regras para os jogadores e isso tornava a Copa mais engraçada e mesmo previsível.

Foi um longo caminho até a Copa do Mundo FIFA ser o que é hoje – o que formou algumas peculiaridades. Veja abaixo:

Alguns dos fatos acima nos mostram como o evento evoluiu. Mas, nem por isso, a Copa deixa de ser inusitada - ainda que fora de campo. Exigências como vasos sanitários modernos e banheiros especiais para Maradona chegam a impressionar. O inconfundível técnico da Argentina também solicitou videogames e maior variedade de pratos no cardápio para os hermanos, como 14 variedades de saladas e sorvete liberado 24 horas do dia.

Mas não são apenas os argentinos que terão um serviço diferenciado. A Coréia do Sul só come arroz se for coreano. Os jogadores neozelandeses terão aulas de golfe enquanto os eslovacos só jogam pingue-pongue. O Brasil pegou mais leve: pediu apenas biscoitos, piscina aquecida e muito café e chá. Ah, nada de chocolate!

Veja outras curiosidades na matéria Curiosidades: Seleções fazem exigências para a concentração na Copa, divulgada no site do GLOBO. Além disso, clique aqui e acompanhe as principais notícias da Copa do Mundo 2010.

quinta-feira, 10 de junho de 2010

Job rotation: formando um profissional

Por Tatianna Fonseca

Sabemos que a INFOGLOBO pretende fazer de nós, estagiários, profissionais altamente competentes para atuar na empresa e no mercado de trabalho. Um conceito que foi adotado para tornar essa formação ainda mais completa é o Job Rotation, que consiste em uma rotatividade entre setores e funções. Essa rotatividade é essencial para nos dar uma visão mais ampla da empresa, da sua rotina e dos seus desafios.

Uma turma que já está craque em mudar de área e aprender novos conceitos é a da Redação. Eles estão trocando de editorias permanentemente entre os jornais O GLOBO, EXTRA e EXPRESSO - ganhando, assim, mais experiência com o dia a dia da Redação.

Um claro exemplo deste aprendizado é o post "Revelando fontes", escrito pelo estagiário Vinícius Lisboa, e publicada aqui no blog no dia 20/5.

Dois fatores muito importantes e bem notados nas editorias são a receptividade e a simpatia com as quais os veteranos recebem os estagiários. É essa relação que fez Denise Miller, Luciana Martinez e Lucas Calil se identificarem com áreas como Megazine, Esportes, Jornais de Bairro, EXPRESSO e Sessão EXTRA. Embora de diferentes maneiras, todas contribuíram para o aprimoramento dos estagiários.

Momentos marcantes

Além de todo conhecimento adquirido, momentos especiais também marcam suas trajetórias dentro da INFOGLOBO: o primeiro post aqui no blog, a cobertura dos desfiles do Fashion Rio, o simples fato de compartilhar diferentes histórias e a cobertura da convocação da seleção brasileira para a Copa do Mundo de 2010.

Segundo eles, as saídas são o que mais acrescenta. É assim que podem ter contato com o fato (a origem da notícia), e com os profissionais que os ensinam a fazer um jornalismo de qualidade. Segundo a estagiária Kamilla Pavão, o orgulho vem depois, quando se vê publicado nos jornais seus infográficos ou qualquer outro tipo de arte.

De vez em quando, os estagiários quebram a rotina visitando lugares como Projac, indo a paredões do Big Brother Brasil, conversando com estudantes injustiçados pelo ENEM e refugiados africanos ou até mesmo cobrindo treinos dos principais times cariocas. Detalhe: tudo isso faz parte do trabalho deles!

Abaixo, confira um depoimento de Denise Miller sobre sua experiência:


quarta-feira, 26 de maio de 2010

Dez anos de geração zine

Por Lis Miller

Ontem (25/5), além do Dia do orgulho Nerd, saiu a edição de aniversário de dez anos da revista Megazine, do jornal O GLOBO. O suplemento é direcionado para jovens, mas faz parte do universo de grande parte dos antenados em cultura pop de todas as idades.

Além de se aproximar do universo adolescente sem perder a qualidade do conteúdo, a Megazine vem se reinventado com as mudanças das novas gerações. A editora Valquiria Daher acredita que, no futuro, a revista esteja disponível apenas na versão digital.

- No futuro, provavelmente a Megazine vai ser apenas o site. Os veículos impressos vão estar muito mais reduzidos e a revista, que é feita para público jovem, dificilmente vai permanecer no papel.

Sexta-feira, um vídeo com toda a entrevista com Valquiria estará disponível no blog "Amanhã no Globo". Clique aqui para conferir!

quinta-feira, 20 de maio de 2010

Revelando as fontes

Vinícius Lisbôa

"Um jornalista nunca revela suas fontes". Deixando de lado a máxima do jornalismo investigativo, percebi outro dia como tem sido rica a experiência de circular pelas editorias dos jornais da INFOGLOBO, não apenas por aprender textos e modos de edição diferentes, mas por conhecer pessoas de tipos tão diversos quanto possível.

No primeiro dia de estágio, tive a sorte de visitar meu clube, o Botafogo, e, lá, o azar de tentar entender o que diz o enrolado portunhol de Herrera. Ri das metáforas espirituosas de Joel, que naquela altura já parecia saber que o Alvinegro levaria o título do Estadual. De lá para cá, o que mais ouvi foram histórias.

Do Imperador Adriano ao Príncipe de Orleans e Bragança

Ainda no Esporte, vi um já pressionado Vagner Mancini, me despedi do jornalista Armando Nogueira e tomei chá de cadeira para falar com Adriano, sem sucesso. No mês seguinte, nos Jornais de Bairro, conheci Gilcinéia, uma mãe que perdeu o filho nos deslizamentos de Niterói, e antes que pudesse esquecer as palavras com que narrou o desmoronamento da casa, já estava escolhendo acessórios de luxo para o caderno de decoração, na Tok Stok da Barra da Tijuca.

Falei com uma dona de quiosque, com servidores grevistas do Ibama, com uma vendedora ambulante de 91 anos, com a cabeleireira da procuradora Vera Lúcia Gomes, com uma freira de sotaque alemão e com "Deusa" - Deusenice - que fez questão de apresentar cada desabrigado que conhecera naquela escola, na Zona Norte de Niterói. Estive com autoridades também: ministros, vereadores, deputados, prefeito, governador e até um príncipe, Dom Eudes de Orleans e Bragança, trineto da Princesa Isabel.


Minha primeira vez na delegacia

Na terça-feira, passei por uma experiência inteiramente nova na Editoria Rio. Rafael Lima, de 27 anos, confessava diante dos jornalistas que tinha esfaqueado e escondido o corpo da ex-mulher, Iris Bezerra de Freitas, em uma mala, e a atirado em um canal no Leblon. Chamou-me a atenção como aquele homem intimidado, de palavras pacatas e porte esmirrado, foi capaz de algo assim. Nada o diferenciava de muitos dos personagens que, à essa altura, já tinha entrevistado. Nada além do que confessava diante de flashs, câmeras e gravadores. Uma coisa ficou clara para mim nesse momento: a gente nunca sabe quem está respondendo às nossas perguntas, mesmo quando seu nome está na pauta da matéria.

Fotos: Eliária Andrade e Letícia Pontual

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Uma semana de aprendizado no EXPRESSO

Por Denise Lis Miller

Quando cheguei a uma certa sala no fundo da Redação do EXTRA, vi uma coisa curiosa: uma joaninha de pelúcia (numa posição nada 'convencional') em cima de um boneco com uma cara de felicidade. A cena acontecia em uma prateleira alta, como se fosse um troféu.

Passei mais ou menos uma hora sem enterder aquela situação e estranhando o silêncio do lugar. Eu não imaginava que aquele núcleo fosse tão sério.

De repente, a dona da joaninha chega, para salvar a reputação da bichinha, e se assusta: "Ah! Que isso??! - ela resgata rapidamente a vítima - Credo! Vocês, heim?!!" - e sai em uma irritação risonha. Os sacanas, então, caíram na gargalhada. Foi assim que reconheci que eu estava no jornal EXPRESSO.

A capa pode chamar a atenção pela graça, mas o trabalho é profissional. Os editores não deixam os temas caírem e fazem questão de coisa nova todos dias. Tudo é pensado para levar ao leitor o que é legal de ler em um jornal que é consumido no caminho do trabalho. As pautas dão espaço para a novela, a auto ajuda, a economia, a cidade, etc.

Nos bastidores, os debates jornalísticos variam de qual vai ser a melhor notícia para a geral, novidades do esporte, até quem é a mulher mais "atraente" das musas do mês. Tudo é muito simples, ao mesmo tempo plural, mas não é vale-tudo. A qualidade do texto tem que ser boa.

Muitas críticas são feitas a jornais populares sem que o crítico se permita abrir as páginas e ler o que está dentro. O conteúdo recebido pelo público não é passivo. São leitores, não telespectadores. Se o texto segue um padrão de qualidade, o leitor acostuma a usar a cabeça para entender o que está recebendo. Ele não recebe ou acredita em coisas que não entende minimamente.

A maior lição que levei do EXPRESSO foi que as classes populares não aceitam qualquer conteúdo. Elas querem uma produção só para elas. Vale dar uma força para essa nova voz. Além de ensinar, podemos aprender muito também.

quinta-feira, 29 de abril de 2010

'Twitteratura': literatura em 140 caracteres

Por Thamyres Dias

Em 6 mil anos de história, o livro já passou por diversos formatos e suportes. Entre os sumérios, as palavras eram registradas em tijolos de barro; já os indianos, escreviam em folhas de palmeiras. Em Roma, tábuas de madeira cobertas com cera guardavam a palavra escrita. E por aí vai: pele de carneiro, papiro... Até chegarmos ao papel, criado na China e usado até hoje. Mas e se outro suporte para os livros estivesse surgindo por aí?

As novas experiências literárias na internet e os avanços tecnológicos apontam para esse caminho. Não são apenas os e-books (livros digitalizados), velhos conhecidos de quase todos nós. Os novos textos online estão principalmente nas redes sociais e trazem nova abordagem, formatos mais curtos e participação ativa do leitor.

A ferramenta mais utilizada nesta transformação é o microblog Twitter. Lá, a literatura ganhou o apelido de “Twitteratura” e os adeptos são cada vez mais numerosos. O escritor C.S. Soares é um deles. Ele é o autor do livro “Santos Dumont número 8” que, após ser lançado em papel, ganhou uma versão (@sd8) na rede social.

- Eu não queria simplesmente copiar o livro impresso no formato online. Em vez de fragmentar o romance em “tweets”, resolvi criar oito perfis representando personagens da história e, através das suas próprias perspectivas, comecei a “recontar” o romance – explica.
A Royal Shakespeare Company está fazendo um trabalho semelhante. A companhia centenária está encenando “Romeu e Julieta” por meio dos perfis dos personagens.

Leia mais sobre o projeto em matéria do jornal O GLOBO

Os microcontos também viraram uma febre na rede. Até a Academia Brasileira de Letras (@abletras) aderiu ao formato e lançou um concurso para eleger os três melhores textos com até 140 caracteres. As inscrições terminam nesta sexta-feira.

Para C. S. Soares a diversificação dos formatos da literatura na web é uma tendência. Segundo ele, a diminuição no tamanho dos textos também é uma característica que veio pra ficar.

- A qualidade do texto não pode ser determinada pelo seu tamanho. No caso do @sd8, por exemplo, a narrativa não se limitava aos 140 caracteres do Twitter. Eu expandia esse espaço através de links para outras plataformas, como a “Wiki” e o meu blog. Essa possibilidade de ler a história de várias formas é que diferencia o conteúdo online no meio literário.

terça-feira, 27 de abril de 2010

Abraçando o futuro

Por Paulo Júnior

Na última segunda-feira, a jornalista Cilene Guedes, da área de Negócios Digitais da INFOGLOBO, conversou com a turma de estagiários da Redação. Para ela, o futuro do jornalismo ainda é incerto, uma vez que a Internet mudou a forma como as informações estão sendo produzidas e difundidas.

Twitter, Facebook, Tumblr e Aardvark são apenas pixels na aquarela digital de possibilidades oferecidas pela web. Muitos desses recursos, notadamente as redes sociais, estão modificando profundamente a maneira com que as pessoas (não reduzidas apenas a "leitoras" ou "espectadoras") lidam com a informação.

Cilene comparou essa mudança de cultura a um momento tão significativo na História quanto a Revolução Industrial ou o Renascimento. Confira no vídeo abaixo alguns dos trechos da palestra:

sexta-feira, 9 de abril de 2010

Era das Ideias

Por Vinícius Lisbôa

A entrada dos jornais na internet começou de forma tímida. No fim da década de 90, ler notícias na internet era se deparar com as mesmas matérias que estavam impressas. Com o tempo, as atualizações aumentaram, mas a linguagem seguiu os moldes do texto escrito tradicionalmente.

A internet, porém, foi mostrando que suas possibilidades iam muito além. A melhoria nas condições de conexão e uma visão mais ampla do "terreno" permitiram que recursos multimidiáticos cada vez mais sofisticados fossem incorporados às notícias. Vídeos e podcasts (áudios) ganharam mais espaço entre as fotos e caracteres. O número de usuários explodiu e sua relação com a rede tornou-se mais personalizada.

No fim do ano 2000, cerca de 360 milhões de pessoas tinham acesso à internet em todo o mundo, porém quase dois terços delas na Europa e América do Norte, de acordo com o site Internet World Stats.

Em 2009, mais de 1,8 bilhão estavam conectados, sendo 42% na Ásia. O crescimento foi de 400% em todo o mundo, porém muito maior em algumas partes: 934%, na América Latina; 1.675%, no Oriente Médio; e 1.809%, na África.

Também cresceram neste período as possibilidades de interagir e personalizar a rede de acordo com seus interesses pessoais. Se antes já era possível "construir" seu próprio caminho de informação por meio da navegação em links, hoje jornais como O GLOBO já oferecem a chance de "editar" sua primeira página, com assuntos que lhe interessam. A participação deixou de se limitar a comentários.

Jornalismo colaborativo

Agora, ele pode colaborar como repórter, fotógrafo e articulista, com contribuições cada vez mais numerosas. Um exemplo disso é a recente chuva que atingiu o Rio de Janeiro. Mais de 600 fotos foram enviadas para O GLOBO e mais de 400 marcações já foram feitas no mapa que indica a destruição causada pelos temporais.

Ao mesmo tempo que os leitores se tornaram mais próximos do universo dos jornais, estes agora adentram no de seu público por meio das redes sociais. A interação é mais expressiva no Twitter, que ganhou contornos noticiosos, mas também ocorre por meio do compartilhamento de conteúdos em outras redes sociais, além de comunidades em sites como o Facebook e o Orkut. A multiplicidade de plataformas também contribui neste processo. Smartphones e tablets facilitaram a praticidade do acesso, que não requer mais um assento diante do PC.

Todos estes recursos e inovações tropeçam em um custo óbvio: o financeiro. Arcar com tais investimentos é uma tarefa pesada para jornais ao redor do mundo, que enfrentam dificuldades para encontrar um modelo de negócio capaz de tornar a internet uma fonte de lucros expressivos. Outro desafio destas empresas é definir se seu conteúdo será pago ou não, já que a web permite que outras companhias usufruam comerciamente deste "produto" de forma livre. Washington Post, Times e outros grandes jornais já decidiram restringir suas notícias.

A julgar por todas as mudanças que a internet gerou nesta última década, o cenário mudará inúmeras vezes nos próximos anos. Ainda vivemos um período inicial, ou mesmo Beta, como disse o diretor geral da INFOGLOBO, Paulo Novis, no "Café com Você" com os estagiários. As potencialidades da internet são quase ilimitadas e os usos que serão feito delas são imprevisíveis.

Talvez nunca antes o mercado tenha sido tão aberto a ideias e tão instável para a estruturação de soluções. Uma coisa, porém, não pode mudar: o compromisso das empresas jornalísticas com a sociedade e a notícia.

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quinta-feira, 8 de abril de 2010

Leia Amanhã no Globo

Por Leonardo Soares

O título remete à famosa frase que estamos acostumados a ouvir nos intervalos do Jornal Nacional. Mas a intenção deste post é divulgar nosso irmão, o blog dos estagiários e trainees da redação. Hospedado no site do jornal, o Amanhã no Globo traz opiniões e experiências dos jovens que estão aprendendo a fazer a imprensa do futuro. Se você se interessa pelo cotidiano do jornalismo, a movimentação dos grandes jornais do mundo, novidades no campo das mídias digitais e curiosidades sobre a profissão, vale a pena favoritar o blog. A turma de nativos digitais que toca o espaço está realmente antenada com o que há de mais legal na rotina dos profissionais envolvidos com a mídia.

Quer uma prova? Os blogueiros encontram pautas na música, na internet, no meio ambiente, no cotidiano da profissão, no próprio jornal O GLOBO e nos jornais do Brasil e do Mundo. O jornal do futuro e o futuro do jornal estão em boas mãos.

Na última semana, entrevistamos o apresentador do Fantástico Zeca Camargo. Ele falou sobre sua trajetória no jornalismo, a histórica entrevista com o cantor Cazuza, as viagens inesquecíveis que ele fez a trabalho e a passeio e outros assuntos que renderam um bom papo. Com vídeos e fotos, o Amanhã no Globo traz a entrevista completa com ele, que completa 47 anos hoje.

Gostou? Acessa lá: http://oglobo.globo.com/blogs/amanhanoglobo/

Foto: Dilliany Justino



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segunda-feira, 15 de março de 2010

Trainees

Por Kamilla Pavão

Ser trainee é mais uma etapa pela qual a maioria dos estagiários da Infoglobo deseja passar. Além de querer seguir, evidentemente, para a próxima etapa, que é a efetivação. Essa é uma nova fase de treinamento que precisa ser executada com toda determinação que foi dedicada quando o cargo de estagiário ainda era ocupado. Segundo a trainee da Editoria de Arte, Michelle, "essa é a hora que a resposabilidade aumenta, você deixou de ser estagiário e tem que pôr a mão na massa. São novas resposabilidades, novas tarefas que são confiadas a você. O treinamento pelo qual passamos foi fundamental para o entendimento de como a empresa funciona e a forma que devemos colaborar para o seu desenvolvimento e para o nosso também. Eu estou muito feliz por estar nessa nova fase."

Em breve entrevista concedida ao Blog Boa Chance, o repórter do EXTRA, Guilherme Amado, dá ótimos conselhos para a galera que acabou de entrar na empresa. Apesar de ter pulado a fase de trainee, ele fala sobre o cargo.

Como foi a mudança de estagiário para trainee?
Eu pulei a etapa de trainee, mas as minhas responsabilidades não são muito diferentes das que o trainee tem. Talvez um pouco mais difícil, por não estar, afinal de contas, em outra etapa de treinamento. Talvez um pouco menos por não ter que passar por outra confirmação, como a que já se passa de estagiário para trainee.

Quais foram as novas responsabilidades?
Todas. O estágio da redação, ao contrário do resto da empresa, é um grande exercício. Nada que escrevemos é publicado, apenas corrigido internamente pelo nosso chefe, o Luiz Paulo Horta, e por outros jornalistas. Com essa diferença, há erros que só aparecem agora, coisas que cometemos e antes não percebíamos e ensinamentos que só a prática mostra.

Quais são as suas expectativas nessa nova fase?
Boas. Estou no Extra, um jornal que dá bastante espaço para todos os repórteres. É uma equipe muito aguerrida, que gosta de jornalismo e corre atrás. Isso está sendo bom para mim, principalmente para ganhar ritmo de trabalho e jogo de cintura.

Teria alguma dica para dar aos novos estagiários de 2010?
Tenham iniciativa. Em qualquer área isso pode ser um diferencial. O importante é ficar de olho para não parecer aquele estagiário louco para aparecer. Não é por aí. O importante é trabalhar, propondo coisas novas e fazendo o dia a dia bem feito.

E os novos estagiários estão muito animados com esse novo desafio, e com o que os aguarda pela frente! A primeira impressão deles já mostra que essa galera não está para brincar, e sim para aproveitar o máximo que puderem, como nos contam a Lívia e o Felipe.

" A primeira impressão sobre a minha área não poderia ter sido melhor. Todos foram muito receptivos. Trabalho na área de Planejamento do Mercado Leitor com uma galera jovem, animada. Tenho certeza que esse estágio será um grande aprendizado e que fará total diferença na minha formação", comenta Lívia de Garcia Paula Sandes Milagres.

"Hoje, segunda-feira, dia 8 de Fevereiro, comecei a entender mais qual será, de fato, minha função aqui na Infoglobo! Não podia ser melhor!! A começar pela equipe, que é fantástica! Todos felizes, engraçados, me senti em casa de verdade, ainda mais que teve um aniversário 'surpresa' de uma das funcionárias, com direito a bolo e cachorro quente! Foi além das minhas expectativas, e já estou doido pra chegar amanhã e anotar todos os atalhos do programa, pra já poder começar a botar a mão na massa!", diz animado Felipe Tavares, estagiário de diagramação, da Redação.

segunda-feira, 8 de março de 2010

Cachorro morto atrapalha os que vêm do céu


Os bastidores da reportagem
Por Denise Miller

Pisei no "cachorro morto" e ainda bem que está chovendo. Foi a primeira coisa que pensei quando afundei o pé na lama de uma das margens da Lagoa de Piratininga, na região oceânica de Niterói. Mas, qual seria o motivo do meu alívio, se eu acabava de dar fim aos meus calçados? A explicação é a seguinte:
A área, localizada no bairro do Cafubá, é o único lugar que os parapentistas que saltam da pista sul do Parque da Cidade de Niterói têm para pousar. Como estava chovendo, ninguém se atreveu a praticar o esporte.
Ainda bem, pois os pilotos teriam que lidar com o mau tempo e com o final trágico do voo: o pouso em depósito de lixo e animais (mortos e vivos). Havia quatro cavalos soltos no local preparados para dar um coice no próximo que tentasse atrapalhar o lanchinho na graminha da tarde. Luciano Miranda, instrutor do Clube Escola Niterói Parapentes, explica o porquê do apelido famoso da pista de pouso:
- Chamamos o local de "o pouso do cachorro morto", porque toda vez que chegamos tem algum cachorro morto deixado lá por alguma veterinária.
Além disso, não há sinais de fiscalização no local e nem placas que alertem a proibição do despejo de lixo que não incomoda só os esportistas. Luiz Fernando Lettre, morador da região, reclama do mau cheiro, doenças, pragas urbanas e falta de educação dos intrusos porcalhões.
- Ameaçamos filmar e fotografar e eles cobrem a placa do caminhão e jogam lixo mesmo assim. Pago meus impostos. São R$200 de IPTU e ainda tenho que tentar espantar esses caras.
Os problemas também estão presentes na entrada sul do parque. A estrada é esburacada e a falta de poda nas árvores aumenta o risco da queda de galhos nos passantes e dificulta a visão do motorista nas curvas fechadas. A área também é alvo de denúncias de desova de cadáveres e local de encontro de usuários de drogas.
"A qualidade de vida em Niterói é alta, mas a qualidade do turismo é fraca, considerando o nível internacional. Temos péssimas condições de pouso no parapente. Se continuar piorando, não vamos mais poder oferecer esse serviço ao turista", Luciano conclui em um desabafo.

sábado, 6 de março de 2010

Oscar 2010 - Nos bastidores da notícia

Por Esther Medina e Thamyres Dias
Por trás do glamour da festa, uma noite de trabalho. A repórter Érika Azevedo, responsável pela cobertura do Oscar 2010 no site O GLOBO, afirma que todo o esforço vale a pena.
Desde 2 de fevereiro, quando foram anunciados os indicados ao prêmio, a jornalista tem se dedicado na preparação de um conteúdo exclusivo para o portal.
Este ano, os cinéfilos poderão acompanhar a cerimônia em tempo real com direito a comentários da própria Érika, após o anúncio dos vencedores. Já os twiteiros de plantão não precisam se desesperar: as informações sobre evento estarão igualmente disponíveis no Twitter do Bonequinho. Além disso, os fãs da sétima arte também ganharam o espaço “Faça Sua Aposta”, onde podem eleger seus favoritos nas oito principais categorias da corrida pela estatueta dourada.
Érika já declarou sua torcida pelo filme “Bastardos Inglórios”, de Tarantino, e pela diretora Kathryn Bigelow, que concorre na categoria pelo comando de “Guerra ao terror”:
- Nunca na história do Oscar uma mulher venceu o prêmio de melhor direção. Então seria muito legal se a Kathryn conquistasse essa premiação - justifica a jornalista.
Então, prepare o balde de pipoca e acompanhe ao vivo, pelo site O GLOBO, a transmissão do Oscar 2010, que acontece neste domingo (dia 7), às 21h.
Não esqueça de deixar seu palpite na seção “Faça Sua Aposta” do portal e prove para seus amigos que você entende muito (ou nada) de cinema.

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

"NOTA 10!"

Por Leonardo Soares
Com a vitória da Unidos da Tijuca, muitos viram mais um carnaval chegando ao fim. Outros já respiram os ares do próximo desfile. Enquanto carnavalescos pensam em novos enredos e fantasias, um batalhão de profissionais anda junto pra levar a festa aos brasileiros.
Só na INFOGLOBO, cerca de quinze jornalistas estiveram na Sapucaí em busca de notícias para os jornais O GLOBO, EXTRA e EXPRESSO. Munidos de muita tecnologia e, é claro, do velho bloquinho, eles cobriram os desfiles da avenida aos camarotes.
Um deles era Luiz Filipe Barboza, editor de Esportes durante o ano, repórter-folião há seis carnavais.
"Este ano trabalhei com vídeo para o site, filmando as musas e outros momentos marcantes", lembra, "É sempre muito bom trabalhar na Sapucaí."
Ali perto, na Sede, o pessoal do site passou por momentos de tensão: perto de 20h30 de segunda-feira (15/2), a internet do prédio foi prejudicada por um princípio de incêndio em cabos da Embratel
"Ficamos preocupados, mas o único jeito era adiantar o possível e esperar a conexão voltar. Felizmente, começou a normalizar perto de 11h, e às 13h já funcionava. Foi o tempo de colocar o Estandarte de Ouro no ar", conta a webdesigner Mariana Nobre, do site do GLOBO.
"Terminou bem, e ainda deu pra curtir uns blocos”, brinca.
Trabalho e torcida
Aydano André Motta, editor do Blog do Ancelmo Gois, trabalha desde 1988 na Sapucaí. Segundo ele, que fez grandes amigos no mundo do samba, é fácil se alegrar com uma vitória – por exemplo – do Salgueiro, mesmo sendo Beija-Flor. Esse vínculo é reforçado pela presença do jornalista nas escolas durante o ano inteiro.
"É o maior evento da cidade. Nós temos a obrigação de oferecer a melhor cobertura", afirma.
E está longe de ser um sacrifício. Além de cultivar amizades, o jornalista tem a duríssima missão de comandar o concurso Mulata do Gois. O que há quatro anos começou como uma brincadeira atingiu a marca de 450 mil votos em 2010. As escolas prestigiam, escolhendo seus representantes – mulatas boas de ginga (e mulatos, na versão masculina) e promovendo campanhas de votação.
Como a cobertura do carnaval não tem fim, lá estavam os repórteres no Desfile das Campeãs, celebrando as vencedoras e desejando um feliz 2010. Afinal, pra sambista, o ano só começa depois do Carnaval.
Visite o site de Carnaval do GLOBO.
Foto: Luis Alvarenga - EXTRA